Polêmica no Batismo ✝️ Padre Se Recusa a Dizer Nome da Bebê Yaminah

Foto: Reprodução/TV Globo

Um caso de suposta discriminação religiosa durante um batismo no Leblon, Rio de Janeiro, gerou revolta e debate nas redes sociais. Um padre teria se recusado a pronunciar o nome da bebê Yaminah, chamando-a apenas de "filha de vocês" durante a cerimônia.

A família da criança registrou um boletim de ocorrência por preconceito por raça, cor ou religião após o incidente, que foi gravado em vídeo por uma tia da bebê. Nas imagens, é possível ver o religioso se referindo à menina apenas como "a criança" ou "a filha de vocês", mesmo com familiares pedindo que ele pronunciasse seu nome.

🎥 Vídeo do Momento do Batismo

📋 Destaques do Caso

  • Local: Igreja no Leblon, Rio de Janeiro
  • Envolvidos: Padre e família da bebê Yaminah
  • Idade da criança: Recém-nascida
  • BO registrado: Preconceito por raça, cor ou religião
  • Significado do nome: Yaminah significa "justiça, prosperidade, direção"

Relato da Mãe

Marcelle Turan, mãe da menina, contou que a situação começou antes mesmo da cerimônia:

"O padre chamou a minha sogra e disse que não falaria o nome da nossa filha porque não era cristão. Depois, na sacristia, ele disse que estava ligado a um culto religioso e que, por isso, não falaria. Ele sugeriu usar Maria antes, mas não aceitamos"

Durante o batismo, quando é costume dizer "eu te batizo, [nome]", a família afirmou que Yaminah não foi mencionada. O padre teria dito apenas: "Receba a luz de Cristo... querida criança".

Significado do Nome

Marcelle e David Fernandes explicaram a escolha do nome para a filha:

"Queríamos algo forte, com significado importante. Yaminah significa justiça, prosperidade, direção. É um nome muito bonito, não havia necessidade disso acontecer"

Posição da Igreja e Especialistas

A Arquidiocese do Rio informou que o sacramento foi realizado corretamente e que o nome da criança aparece apenas em pontos específicos da liturgia. A instituição afirmou que orientações sobre nomes podem ser dadas, mas são apenas sugestões pastorais.

Segundo especialistas, o Código de Direito Canônico recomenda evitar nomes "alheios ao sentido cristão", mas não impede o batismo. Rodrigo Toniol, professor de Ciências Sociais da Religião da UFRJ, explicou:

"Desde a década de 1980 não é obrigatório ter um nome de santo. Qualquer pessoa pode ser batizada com qualquer nome"

Investigações e Repercussão

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. A família considera o episódio como preconceito por raça, cor ou religião.

A Arquidiocese reforçou seu repúdio a qualquer forma de discriminação e disse que mantém compromisso com acolhimento, diálogo e respeito à diversidade cultural. O padre envolvido nega as acusações e garante que disse o nome da criança durante a cerimônia.

💭 Debate nas Redes Sociais

O caso gerou intenso debate nas redes sociais, com opiniões divididas entre quem defende a liberdade de escolha do nome e quem acredita que a Igreja tem o direito de seguir suas tradições. Muitos questionaram se houve realmente discriminação ou apenas um mal-entendido litúrgico.

O que você achou desse caso? O padre agiu de forma discriminatória ou estava seguindo regras da Igreja?


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