Ricardo Jardim, de 66 anos, preso por suspeita de matar e esquartear a namorada, manteve o corpo da vítima em uma geladeira na pousada onde o casal estava hospedado. O caso chocou o Rio Grande do Sul com detalhes macabros revelados após 12 dias de sigilo.
As informações foram divulgadas pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa realizada na Cidade da Polícia. O suspeito planejou meticulosamente o crime, adquirindo mala, serra, luvas, sacos plásticos e fita antes do assassinato.
📌 Cronologia: Crime ocorreu entre 8 e 9 de agosto | Suspeito preso em 4 de setembro | Revelações após 12 dias de sigilo
🛒 Preparação Meticulosa
Ricardo Jardim comprou todos os materiais necessários para o crime e o descarte do corpo. A polícia possui registros das compras que incluem:
- Mala para transporte do corpo
- Serra para o esquartejamento
- Luvas para não deixar impressões digitais
- Sacos plásticos e fita para embalagem
• Como identificar digitais após crimes
• Técnicas de identificação de pessoas
• Pesquisas sobre DNA
• Acompanhamento da cobertura midiática do caso
📱 Jogos Psicológicos
O suspeito demonstrou comportamento calculista ao:
- Manter perfis falsos nas redes sociais
- Utilizar pelo menos três celulares diferentes
- Assumir a identidade da vítima usando seu telefone
- Plantar provas falsas e pistas enganosas
Durante o interrogatório, Ricardo mudou sua versão repetidamente, negando o crime mas admitindo ter descartado partes do corpo espalhadas pela cidade.
⚖️ Histórico Criminal
Ricardo Jardim possui um passado criminal sombrio. Em 2018, foi condenado a 28 anos de prisão por matar a própria mãe, Vilma Jardim, de 76 anos.
📋 Caso da Mãe:
• Corpo encontrado dentro de armário com porta concretada
• Vítima sofreu 13 golpes, principalmente na cabeça e pescoço
• Jardim inicialmente confessou, depois alegou suicídio
• Preso com arma e passaporte em casa
Ele conseguiu progressão para regime semiaberto em janeiro de 2024, antecipada em três meses, após laudos psicológico e social favoráveis e conduta carcerária "satisfatória".
💔 A Vítima
Brasília Costa, conhecida como Bia, tinha 65 anos e trabalhava como manicure em salões da zona norte de Porto Alegre. Ela era divorciada e não tinha filhos.
O casal se conheceu em junho do ano passado em um abrigo durante as enchentes. Após um breve rompimento em outubro, retomaram o relacionamento no início deste ano.
🔎 Buscas e Evidências
Partes do corpo foram encontradas em diferentes locais:
- Tronco dentro de mala no guarda-volumes da rodoviária
- Restos mortais em sacolas de lixo na Zona Leste
- Pernas em dois trechos da Zona Sul
- Crânio ainda não localizado
O Instituto Geral de Perícias (IGP) aguarda exames laboratoriais para determinar a causa da morte e se a vítima foi drogada.
🎭 Comportamento Durante Investigação
Delegados destacaram o comportamento paradoxal do suspeito:
"Demonstrou ser uma pessoa tranquila, mas tentou nos induzir ao erro com relatos parcialmente falsos e parcialmente verdadeiros"
- Delegado André Luiz Freitas
A polícia trata o caso como feminicídio com motivação financeira, descartando a alegação do suspeito de que a vítima sofreu um mal súbito.
