O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (28) para manter a prisão do ex-jogador Robinho, confirmando o cumprimento da pena de nove anos de prisão no Brasil pela condenação por estupro na Itália.
🔒 6 ministros votaram pela manutenção da prisão contra 1 voto dissidente
🗳️ Votação no STF
O relator Luiz Fux e os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin votaram pela manutenção da prisão do ex-atleta. O ministro Gilmar Mendes foi o único a divergir, votando pela liberdade de Robinho.
O julgamento ocorreu em plenário virtual, iniciado no dia 22 de agosto e com encerramento previsto para esta sexta-feira (29). Em seu voto, Fux destacou que o recurso utilizado pela defesa era inválido para o caso concreto.
📝 Fundamentação do Relator
O ministro Luiz Fux afirmou em seu voto: "Sem razão a defesa. O Plenário desta Suprema Corte, por maioria, afastou expressamente, ao caso concreto, o princípio da irretroatividade previsto no art. 5º, XL, da Constituição Federal, considerando-o inaplicável, na hipótese dos autos".
👥 Ministros que Votaram pela Prisão
- Luiz Fux (Relator)
- Alexandre de Moraes
- Dias Toffoli
- André Mendonça
- Cristiano Zanin
- Edson Fachin
🇮🇹 Condenação na Itália
Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão por participação em estupro coletivo de uma mulher de 23 anos, ocorrido em uma boate italiana em 2013. Na época, o jogador atuava pelo Milan.
🏢 Local da Prisão
O ex-jogador está detido desde março de 2024 na Penitenciária de Tremembé, conhecida como "presídio dos famosos", após o STF autorizar o cumprimento da pena no Brasil.
A defesa do ex-atleta tentava reverter a decisão do Supremo que confirmou determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o cumprimento da pena por estupro no território brasileiro.
O caso representa um marco no direito penal internacional e na cooperação jurídica entre Brasil e Itália, estabelecendo precedentes importantes para casos similares no futuro.
